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Le monde selon Martin Ottmann |
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« City of Splendour » : la ville de Rio de Janeiro
à l'époque et aujourd’hui |
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les images |
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Rio de Janeiro en 1936 |
Il a commencé avec une coïncidence. Dans un
forum Internet j’ai trouvé par hasard une vidéo de l'année 1936. Elle
s’appelait « City of Splendour », il s’agit d’un court documentaire
de cette époque sur la ville de Rio de Janeiro dans la série «Travel Talks»
de James A. Fitzpatrick. Quand j’ai vu la vidéo j’ai pensé à mon ami Pedro et
sa famille à Belém au Brésil, qui trouveront le petit film probablement aussi
interéssant. Donc, j’ai téléchargé la vidéo sur le site youtube. Aujourd’hui, 3 mois après, plus que 100 000
personnes ont vu la vidéo via youtube et une centaine d’entre eux ont écrit
des commentaires - des fois des pensées tristes, aigres ou boulversées, mais
toujours avec beaucoup d’émotions. Finalement deux articles ont été publié
par la presse brésilienne, décrivant le phénomen. Et moi ? J’ai juste crée ce site pour
exprimer mon étonnement … |
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Voici quelques commentaires, écrits par des personnes
qui ont vu la vidéo via youtube : oriovaldo : Espetacular, lindo, como o Rio era
lindo em todos os sentidos, lastimável a sua degradação de hoje, bem como das
grandes cidades desse País e do Mundo, lamentável a degradação humana, tanta
tecnologia e estamos caminhando para era das cavernas modernas tecnológicas?
Ou estaca zero, quando tudo se auto destruirá? A abertura desse filme altamente nostálgica
para que viveu, demais excelente, e a terra com olhos e boca, tudo tão
ingênuo. Gostei muito, parabéns. koporan : Quanta gente perdedora! Quem reclama já
perdeu!!! Parem de reclamar e façam alguma coisa! A cidade ainda é linda, só está mais
habitada; o Pão de Açucar ainda é o Pão de Açucar, Copacabana ainda é
Copacabana, e a Urca ainda é a Urca, assim como a Cionalândia. O Rio é
lindo!!!!! Exatamente com a mesma geografia. A grande
diferença é que ganhamos o Aterro, que também é lindo!!! E desenhado pelo
Burle Max. Divirtam-se!!!! blajberg : Sem dúvida, o mais espetacular vídeo já
postado no YouTube, que é a própria máquina do tempo! Não tenho palavras para
definir a emoção que é assistir a este vídeo. Imagens do prédio de "A Noite"
recém-inaugurado na Praça Mauá, da Praça Paris, do demolido Palácio Monroe
etc. A cidade mudou tanto que parece até que o
vídeo é uma montagem. Há pouquíssimas pessoas na rua, será que ele gravou o
vídeo nu domingo 6 da manhã? ;-)) glmiranda : É realmente triste ver o que o Rio
já foi... Chega a chocar a limpeza das ruas, organização das praças,
amplitude das ruas e avenidas. "...este Rio de amor que se
perdeu." ddana2 : Nao e a toa que este Rio tenha
inspirado a Bossa Nova, que canta todas as suas maravilhas. Hoje em dia, o
Rio inspira apenas a trilha sonora do Tropa de Elite. Aeris666 : Vídeo lindo. Dá vontade de chorar pelo
Rio que não conheci. Mas mesmo sabendo de tudo, todo o absurdo,
todo o estrago que foi feito, ainda amo esta cidade. Eu amo, e sei que a
maior parte dos cariocas ainda ama. Portanto, nós estamos nos LIXANDO para
comentários mongolóides como os de alguns aqui, como o de um indivíduo
beirando os 30 anos de idade com ódio infantil e separatista. Querem falar mal do Rio?
Olhem pro próprio rabo primeiro, inúteis. almirgara : Simplesmente espetacular, quase
chorei de tanta nostalgia e olha que nasci em 1957 ou seja em 1972 eu estava
apenas começando a ver esse meu Rio de Janeiro com o olhar de um garoto de 15
anos ... Como eu gostaria que a tecnologia de hoje possibilitasse uma maquina
do tempo só para que eu passasse um dia nesta sociedade sem pressa e sem
atropelos. jucaaf : A comparação com a realidade de hoje é
inevitável. Mesmo considerando que o filme só passou a "parte boa"
do Rio daquele tempo, não há como negar que as mesmas ruas e bairros de hoje
comparados a 1936 demonstram uma triste decadência de nossa querida cidade:
memória não preservada, má ocupação do espaço urbano... Não adianta nos
refugiarmos no passado, mas esse filme pode inspirar aos que amam o Rio a
lutar para mudar o caos em que ela se encontra hoje. vladhillrj : O Pálácio Mourisco, Palácio Monroe e as paisagens sem a intervenção
humana, como o aterro do Flamengo é tudo de bom, mas destruíram tudo. Uma cidade humana, sem os graves problemas
atuais que a tornaram violenta em todos os sentidos, para os olhos e para a
segurança. Queria estar no túnel do tempo para testemunhar esta maravilhosa
cidade.Vejo hoje que a cidade resiste a todos tipos de degradação,mas tudo
tem seu limite. Quero torcer pra ver meu Rio resistir sempre ! |
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A ce jour, deux articles ont été publié par
la presse brésilienne. Le premier article apparaissait
le 18 novembre dans le quotidien « Estadão » de la ville São Paulo. Le deuxième
article fut publié dans le magazine « Revista Pesquisa » en
décembre. |
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YouTube revela o Rio que já passou Postado
em Paris, documentário de oito minutos sobre a capital carioca, produzido em
1936, vira hit na internet Clarissa
Thomé, Rio Estadão de hoje Domingo,
18 de Novembro de 2007 O alemão Martin Ottmann, que vive em Paris
há sete anos, não imaginava que um filmete de 1936, de menos de oito minutos,
postado no YouTube, faria tanto sucesso. Queria presentear uma família de amigos
brasileiros. Viu um trecho do documentário num fórum sobre filmes raros,
percebeu que não estava no site e postou o arquivo. Em dois meses, mais de 72
mil pessoas haviam acessado as cenas. Trata-se de City of Splendour, documentário
da série Fitzpatrick Traveltalks, distribuído pela MGM. Com narração e
direção de James A. Fitzpatrick, americano que se especializou em viagens, o
filme de 1936 mostra um Rio de Janeiro em cores, com ruas amplas e limpas,
uma capital que já acabou, uma cidade de construções baixas às margens da
Guanabara. Mas o cenário de esplêndida fotogenia - o
Pão de Açúcar, a placidez da baía, a Praia de Copacabana - não é tão
diferente do registrado em 1936, quando Noel Rosa e Heitor dos Prazeres
fizeram Pierrot Apaixonado, considerada a melhor marchinha do carnaval
daquele ano. "As imagens não são
novas. Já foram usadas no documentário Banana is My Business, sobre Carmen
Miranda. Mas é muito raro ver o
Rio daquela época em cores", diz o pesquisador Antonio Venancio. Até
mesmo Ottmann se surpreendeu. "O vídeo não havia recebido muita atenção
até três semanas atrás. Foram apenas 250 acessos, quando, de alguma maneira,
o boca-a-boca se espalhou", escreveu o alemão, num e-mail ao Estado. O responsável pelo sucesso
do documentário foi o prefeito Cesar Maia (DEM). Ele colocou link para o
vídeo no seu Ex-Blog - comentários transmitidos por e-mail diariamente. Além de reações emocionadas, provocou
queixas. A comparação com o Rio de hoje foi inevitável. "O documentário mostra
uma cidade que o prefeito está longe de apresentar ao carioca. Hoje ele
prefere ficar atrás do computador, procurando imagem no YouTube",
criticou o advogado André Decourt, um dos historiadores informais do Rio. O prefeito lembra que o
filme só mostrou "um lado da cidade". "Havia uma cidade oculta, de cortiços que
começavam a migrar para as favelas", disse Maia. Lien externe : http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20071118/not_imp81860,0.php |
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Memória : Tesouro resgatado Filme
de 1936 sobre o Rio de Janeiro mostra como a internet ajuda a recuperar o
passado Neldson
Marcolin Revista
Pesquisa FAPESP Dezembro
2007 Edição
142 O que mais pode chamar a atenção na paisagem
do Rio de Janeiro que já não seja suficientemente conhecido no mundo inteiro?
A resposta é tão simples quanto surpreendente: o passado. Um documentário
curto sobre a cidade filmado em technicolor em 1936 atrai a atenção de
dezenas de milhares de visitantes ao site de vídeos gratuitos YouTube desde
setembro. Rio
de Janeiro: city of splendour tem 7 minutos e 54 segundos com produção e
narração em inglês do diretor norte-americano James A. Fitzpatrick. Replicado
por outros sites e blogs, o filme havia registrado quase 120 mil visitas até
a terceira semana de novembro. O documentário sobre o Rio
era parte dos filmes de viagem conhecidos na época como Fitzpatrick
traveltalk e The voice of the globe, distribuídos pela Metro Goldwyn Mayer
(MGM). Normalmente as películas mostravam cidades e lugares distantes ao
redor do mundo antes do filme principal e ajudava a fechar a sessão nos
horários certos. “A exibição dos filmetes, conhecidos como complementos, era
uma praxe nas sessões de cinema e prática corrente dos produtores até os anos
1960 nos Estados Unidos e no Brasil”, lembra Marcos Palacios, pesquisador do
Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da
Universidade Federal da Bahia. James Fitzpatrick
(1894-1980) fez 150 documentários curtos, mas trabalhou como produtor,
assistente de direção, diretor, ator, roterista e narrador, principalmente,
em centenas de outros filmes. Ele
chegou a ser criticado por mostrar apenas os aspectos positivos dos lugares
que visitava. “Fiz meus filmes num tempo em que viajar era quase impossível
para a média das pessoas. Acredito ter mostrado gente que essas pessoas
gostariam de ter visto se pudessem viajar”, respondia o cineasta. De fato, o Rio de City of splendour é quase
uma cidade européia com a vantagem extra de estar enfeitada pela natureza. A
população era de 1,5 milhão de pessoas. As que surgem na tela estão bem
vestidas. As ruas, praças, chafarizes e praias aparecem muito limpos. Os
prédios históricos – como o Palácio Monroe, já demolido – não brigam com a
paisagem. Tudo é incrivelmente harmonioso. Quem vê o filme se encanta com uma
cidade que parecia, de fato, maravilhosa. Marcos Palacios vê o documentário como um
dos símbolos de uma reviralvolta cultural ainda pouco notada. “A internet
potencializou a memória”, diz. “Esse passado esquecido de lugares, pessoas e
coisas ficaria perdido ou enterrado em arquivos de pouco acesso e
dificilmente chegaria até nós sem os atuais recursos da digitalização e
disponibilização em redes.” O pesquisador afirma que na web a memória tende a
se tornar coletiva e permanente. O processo de digitalização é feito sobre algo
produzido no passado (filmes, vídeos, fotos, textos etc.) para o uso no
presente e no futuro. O jornalismo é um dos principais produtores
e beneficiários dessa prática. “O jornal The New York Times, por exemplo,
digitalizou todo seu acervo desde 1851 e abriu para consulta na internet,
indicando uma tendência da imprensa escrita no mundo”, conta. Isso vale também
para ícones da cultura e da história, como os papiros antigos egípcios, os
processos de Nuremberg ou a obra de Leonardo da Vinci, tudo digitalizado em
altíssima resolução, quando necessário, e tornado virtualmente disponível. “Além disso, a digitalização possibilita que
se reúna em um único espaço (site) diversos formatos de diferentes autorias e
procedências, permitindo a construção de uma memória multifacetada e
plurivocal.” City of splendour tornou-se acessível aos
brasileiros porque o alemão Martin Ottman, professor de inglês e de alemão
radicado em Paris, descobriu o documentário de Fitzpatrick em um fórum da
internet especializado em filmes cults e alternativos. “Coloquei o filme no
YouTube para mostrar a amigos que moram em Belém”, conta Ottman. “Até a
penúltima semana de outubro City of splendour havia recebido 150 visitas, mas
alguém do Rio o achou e desde então muitas outras pessoas têm assistido.” Lien externe : http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3420&bd=1&pg=1&lg= |
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